top of page

Como Olivia Rodrigo e Ana Castela estão mudando o panorama dos shows com presença de público infantil?

  • Foto do escritor: Vitória Andrade
    Vitória Andrade
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Os shows de grandes artistas sempre atraíram uma variedade de públicos. No entanto, nos últimos tempos, um grupo tem chamado atenção na plateia: as crianças.


Seja pelo fenômeno das redes sociais, influência dos pais ou apelo musical, é cada vez mais comum ver crianças e adolescentes em grandes festivais e shows que, a princípio, não eram pensados para elas. Essa presença, no entanto, levanta questionamentos sobre estrutura, segurança e até mesmo sobre a própria experiência do evento.


'Livpalooza'


O Lollapalooza é um festival conhecido por sua diversidade musical e também pela estrutura voltada para um público jovem e adulto. No entanto, a apresentação da diva pop Olivia Rodrigo, na semana passada, mostrou um grande número de crianças e adolescentes acompanhadas pelos pais, evidenciando como a artista conquistou um público que muitas vezes está descobrindo seus primeiros shows.


Apesar do clima familiar durante sua apresentação, Liv se apresentou em um festival que conta com outras atrações, estilos diversos e ambientes nem sempre adequados para esse público.


Esse cenário levanta a questão: festivais devem adaptar sua estrutura para receber crianças ou cabe aos pais a responsabilidade de avaliar a adequação dos eventos?



Boiadeira só para baixinhos?


Se em festivais a presença de crianças ainda gera debate, nos shows da artista Ana Castela essa realidade já se tornou comum. Com um repertório sertanejo mais leve e um estilo próximo ao universo jovem, a cantora atrai crianças e adolescentes que enxergam nela uma figura divertida e acessível.


Mas, um ponto curioso é que, apesar da forte presença infantil na plateia, Ana não canta músicas com letras voltadas para crianças. Seu repertório segue dentro do sertanejo pop, sem apelo infantil, o que tem gerado cobranças por parte de alguns pais que gostariam que sua música e seus shows fossem ajustados às expectativas dos filhos. No entanto, a artista tem mantido sua identidade musical, buscando um equilíbrio entre agradar seu público e não perder sua essência.


Isso levanta outro ponto: nem todo show é feito para crianças. Cada artista tem um público-alvo específico, e nem sempre isso inclui o público infantil. Assim como cabe aos artistas decidirem se querem ou não se adaptar a essa demanda, também cabe aos pais terem discernimento sobre quais eventos são adequados para seus filhos.


A experiência de um show ao vivo não envolve apenas a música, mas a atmosfera, a interação com o público e até mesmo a mensagem transmitida no palco. Avaliar esses fatores antes de levar uma criança a um show é fundamental para garantir uma experiência positiva para todos.



É o fim da classificação indicativa?


Com artistas cada vez mais populares entre as crianças, o mercado musical pode precisar se adaptar para receber esse público de forma mais organizada e segura. Festivais deveriam criar espaços mais familiares? Shows de artistas com grande apelo infantil deveriam pensar em horários e estruturas diferentes?


A presença infantil em shows é uma tendência que levanta questionamentos, mas também mostra como a música está atingindo novos públicos. No entanto, é importante lembrar que cada evento tem um público específico, e a decisão de levar ou não uma criança a um show deve ser pensada com cuidado.

Saiba o que rola no mundo da música!

Você está inscrito!

  • Branca Ícone Spotify
  • Ícone do Facebook Branco
  • Ícone do Instagram Branco
logo_escrito.png

© 2024

bottom of page